quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ainda as palavras do MDN

Não pode o Ministro da Defesa Nacional (MDN esquecer que aos militares são exigidas condições que a mais nenhum cidadão se pede.
Desde logo é exigido aos militares disponibilidade total, dizendo a legislação que nos rege que ao militar se exige "permanente disponibilidade para lutar em defesa da Pátria, se necessário com o sacrifício da própria vida". E esta disponibilidade também é exigida no serviço do dia-a-dia "mesmo com sacrifício dos interesses pessoais".
O que o MDN não pode olvidar é que outra das exigências da vida militar passa por estarmos sempre sujeitos aos riscos inerentes ao cumprimento de missões militares, bem como termos de estar sempre disponíveis para a formação, instrução e treino que as mesmas missões exigem quer estejamos em tempo de paz ou de guerra.
O que diferencia também, e de forma apodictica, a função militar de qualquer outra, é que a condição militar implica a "restrição, constitucionalmente prevista, do exercício de alguns direitos e liberdades", consagrados aos restantes cidadãos.
por muito que custe ao MDN e ao governo de que ele faz parte, os militares não irão emigrar.
Os militares manter-se-ão na sua Pátria, defendendo o seu Povo, do qual emanam, e mantendo este País com 900 anos independente.
CUSTE O QUE CUSTAR!

Paulo «sopas» Amaral

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A culpa!

O capitalismo está instalado na sociedade.
Para mal dos nossos pecados, digo eu!
Baseado num sistema neo-feudal, pode-se mesmo dizer que ao feudalismo sucedeu o capitalismo, este divide os homens em burguesia (no sistema feudal senhores) e trabalhadores (os servos no feudalismo), onde predominam as relaçōes servis, relaçōes de exploração e dependência.
Muitos dos opinadores de serviço ao sistema, dizem que o capitalismo é o único capaz de tornar o mundo mais igual...
Os mesmos afirmam que o sistema capitalista melhorou a vida a muitos milhões de pessoas. Mas, ao mesmo tempo, piorou a vida a muitos mais milhōes. Podemos constatar isto mesmo quando cada vez existem mais desigualdades sociais e estas são mais visiveis e significaivas nos países ditos capitalistas.
A crise actual, que teve o seu inicio nos EUA em 2008 é preciso não esquecer, mas que em Portugal já tem cerca de 36 anos, é demonstrativa que o capitalismo cria crises sistemáticas e sempre a nível global. Uma crise marcada pela recessão económica mundial, por quebras acentuadas da produção e consumo, por tendências inflacionárias e pelo rápido aumento do desemprego.
A situação actual exige a canalização de fundos públicos para o apoio social aos trabalhadores e aos outros sectores da economia afectados pela crise que não foram eles que criaram, e também o reforço das funções sociais do Estado.
Mas, o que temos vindo a assistir é a politicas que insistem nos apoios ao sector financeiro. Na canalização do investimento público para o financiamento dos grandes grupos económicos e financeiros, colocando sempre o ónus desta crise em quem menos tem e menos pode. Os pequenos e médios empresáros e os trabalhadores.
Demonstrativo do que acabo de afirmar é o facto de nos processos de reestruturação dos grandes grupos económicos, estes empurram para o desemprego milhōes de trabalhadores a nível global, como se fosse isto a panaceia para a crise, aumentando com isso as desigualdades sociais.
Mesmo recebendo milhões de euros de apoios estatais, muitas empresas denotam grande insensibilidade moral perante a crise ao colocarem no desemprego milhōes de trabalhadores.
Tem sido apanágio dos diversos governos, tanto em Portugal como por esse mundo fora, colocarem a culpa de tudo isto em cima dos trabalhadores.
Todas as medidas restritivas e de austeridade levadas a cabo por esses nababos, atacam ferozmente a classe trabalhadora em todo o mundo, como se fossem estes, de facto os culpados pela situação a que chegámos.
Nunca foi dado o devido enfoque ao que o sector financeiro fez para que a crise se instalasse de "armas e bagagens" a nivel mundial.
A financeirização da economia é uma das vertentes mais demolidoras das crises económicas.
A autonomização dos fluxos financeiros, onde se transforma dinheiro em mais dinheiro, como o desenvolvimento de processos especulativos sem passar pela actividade produtiva tem sido a principal resposta do sistema capitalista para a crise estruturante.
Como não conseguiam obter taxas médias de lucro esperadas, os nababos dos capitalistas fizeram transferir as mais valias geradas para a esfera da especulação financeira em detrimento do investimento produtivo.
Por isso, posso afirmar que as recorrentes crises financeiras são a consequência da progressiva financeirização da economia e do dominio do capital financeiro.
Muitas das instituiçōes que nasceram e floresceram fruto do sistema capitalista foram salvas, e algumas delas estão a sê-lo neste momento,  pelos governos dos seus paises a quem tantas vezes diabolizaram e a quem impuseram que não interferissem nos mercados.
Por outro lado, há quem afirme que num mercado livre existe competição e concorrência entre todos os integrantes do sistema, e quando algum individuo recebe em troca do trabalho menos do que produz, facilmente poderá migrar para outro empregador.
Só que na actual conjuntura esta é uma ideia francamente falsa, pois tendo o desemprego atingido numeros tão elevados com aqueles que nos chegam pelas instâncias internacionais, com a falência, algumas fraudulentas, de inúmeras empresas cada vez é mais dificil um trabalhador sair de um emprego e entrar noutro sem antes passar por um largo periodo de inactividade.
Aqui reside outra das grandes contradiçōes, fraquezas e vulerabilidades do sistema capitalista.
Segundo uns quantos arautos do sistema capitalista, a eliminação da pobreza é um dos paradigmas do capitalismo. Vou tentar desmistificar este devir.
O capitalismo produz riqueza mas não a divide.
O capitalismo produz lucros mas esses lucros não são mais do que o valor criado pela força do trabalho, à qual não se dá o devido valor.
Por isso constato que grandes empresas de sectores estratégicos que foram privatizadas, como a EDP, a GALP, a PT, a Brisa, tenham milhōes de euros de lucro por ano e os bens que essas empresas fornecem à população são cada vez mais caros.
O que é que seria se esses milhōes fossem canalizados para o SNS, para o sistema educativo ou para a habitação, direitos inalienáveis e consagrados na Constituição da República Portuguesa?
Aproveito para responder: viveriamos melhor!
Por isso, para quem diz que o capitalismo é a panaceia para os nossos problemas, eu respondo que não.
Não é isto que preconizo para o futuro da minha filha!

Paulo "sopas" Amaral

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sobre o que disse o ministro da Defesa

O que disse o ministro da Defesa pode ser considerado grave.
Desde logo porque considero que pode causar constrangimentos na acção das associações socio-profissionais de militares. Não só nos seus dirigentes como na massa de camaradas que se podem "esconder" atrás de medos antigos.
Diz S. Ex. o Ministro da Defesa que aos militares o que é dos militares e à politica o que é da politica. Pois bem sr. ministro, mas o que S. Ex. não pode esquecer é que os militares, bem como o povo do qual eles emanam, sentem na pele as politicas de austeridade que o governo do qual o sr. ministro da Defesa faz parte, tem levado a cabo. Politicas que empobrecem o povo Português e por consequência os militares, e da qual grande parte dos Portugueses estão contra.
Os militares têem sido ao longo dos tempos chamados a contribuir para amenizar as diversas crises que os politicos que nos têem governado conduziram o País. Nunca se negaram a fazê-lo. Nem seria curial.
Devia o ministro da Defesa saber que a politica é a vida...
Politica é o preço do pão, do peixe, da carne, do leite...
Por isso, devem todos os politicos com tiques de autoritarismo saber que aos militares não pode nem deve ser proibido falarmos da vida.
Devem também saber que ser apartidário, que por dever de obrigação para com o EMFAR os militares têem que ser, é diferente de ser apolitico.
Devem ser os militares apartidários mas não têem que ser apoliticos!
Os militares juraram defender a Constituição da República Portuguesa, juraram defender a Pátria, se necessário com o sacrificio da própria vida.
É este valor que deve estar sempre presente na mente de alguns politicos e fazedores de opinião quando se referirem à familia militar.


Paulo "sopas" Amaral

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

É o capitalismo, estúpido!

No dia 23 de Janeiro o FMI numa das suas previsões económicas acentuava um cenário de grande depressão à semelhança dos anos 30 do século passado.
Na semana anterior a esta previsão do FMI, um economista chefe das Nações Unidas fez a apresentação das previsões económicas da ONU e começou por pedir desculpas aos presentes pelas "más noticias". Essas noticias eram o facto de no relatório da ONU estar plasmado que "a economia mundial está à beira de uma outra grande recessão".
Bom, penso que não será novidade para ninguém o que estas instituições disseram. Se calhar apenas para eles próprios.
O que não foi sequer alvitrado foram os responsáveis por esta situação.
Nem sequer sugerido que as crises sistémicas do capitalismo é que nos trouxeram a este beco sem saída. Tem sido nestas crises que os ricos saiem mais ricos e os pobres mais pobres.
É um facto que o capitalismo vive das desgraças das populações, da miséria, do seu empobrecimento, das guerras.
Penso que apenas estes arautos do sistema é que não vêem que tem sido este sistema predador que nos tem levado para o abismo.
Como diz o povo na sua imensa sabedoria, "o maior cego é aquele que não quer ver".

Paulo "sopas" Amaral

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os tugas.

Ao ouvir as noticias fiquei a saber que este primeiro ministro mandou colocar na página do governo um link para os portugueses darem a sua opinião sobre qual a medida mais premente para  governo colocar em prática para, dizem as criaturas, podermos dar a volta a esta situação.
Entre todas as sugestões já difundidas a que obteve mais votos foi a petição para acabar com as touradas!
Isso mesmo, acabar com as touradas. Resta saber de quais touradas estes tugas se estão a referir.
Então e os ordenados em atraso?
Então e os desempregados, que cada dia que passa cada vez são mais?
E a crise do capitalismo que está a afundar os paises periféricos, sem ninguém se importar com isso?
As touradas?
É este o Portugal que queremos? Dizem-nos para nos preocuparmo-nos com as touradas, esquecendo o essencial?
Que m**** de portugueses são estas criaturas? Encomendados?
Eu não preconizo este tipo de pensamento!
A luta continua!

Paulo "sopas" Amaral

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Luta.

Os trabalhadores de terra da TAP estão em luta, reivindicando o que lhes é devido que são os subsídios de férias e de natal.
Esta reivindicação é legitima. Os referidos subsídios são inalienáveis.
Ora, mas esta luta destes trabalhadores faz sentido dentro de uma grande acção de lutas que deveria abranger uma grande camada da população. Do povo que se sente rouba
do pelos que nos governam.
Deveria haver uma grande convergência de diversas camadas da população em acções de luta reivindicativa de forma a fazer estremecer o edifício do Estado.
Não podemos ficar impávidos e serenos a assistir a roubos sistemáticos. E, em contraponto, vemos os mesmos de sempre bem sentados em poltronas de luxo, saltitando de uma para outra sempre bem remunerados.
Não sei o que mais é necessário para nos insurgirmos contra este tipo de coisas.
Sugiro que todos os trabalhadores sigam o exemplo dos funcionários da TAP que estão em luta. Todos deveremos juntar-nos à porta dos nossos trabalhos e exigir que nos paguem o que nos é devido. O que é nosso por direito constitucional.
Só com uma grande unidade, o povo trabalhador conseguirá que os seus direitos não sejam  retirados.
Não podemos permitir que uns quantos nababos nos venham dizer o que temos que fazer. Não podemos permitir que estes politicos de direita continuem o saque ao nosso País, em conjunto com os capitalistas das instituições europeias.
Por nós, mas também pelos nossos filhos.

Paulo "sopas" Amaral

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Islândia.

Em dezembro de 2011 falei neste assunto e agora com novas informações volto a ele.
Na Islândia, os responsáveis pela bancarrota do país estão a ser detidos pelas autoridades.
São ex-banqueiros, ex-primeiros ministros, responsáveis pelos grupos financeiros islandeses, todos foram condenados e detidos pelas autoridades. Mais de 125 personalidades ligadas àquelas àreas podem vir a ser detidas no âmbito deste caso.
Aqui está a diferença entre um verdadeiro país e outro como portugal que já foi apelidado de 'república das bananas'.
E a isto a comunicação social dominante e dominada nada disse!
Oculta-se este tipo de notícias por não interessarem aos poderes instituídos.
Na Islândia quem comete crimes contra a pátria é punido.
Em Portugal, os que cometem os mesmos crimes são recompensados.

PA

sábado, 14 de janeiro de 2012

As nomeações

Tudo isto é muito estranho.
Começo pelo mais óbvio.
Celeste Cardona. Esta criatura renasce sempre que o CDS chega ao poder. Quando da coligação com o Durão, a personaem foi para a administração da CGD.
Agora, e ironizando, como a área é a mesma, salta para a eléctrica nacional. Sai de um cargo dourado na banca, para um carg igualmente dourado na EDP. Porra, é muito estranho!
O que é que esta criatura já fez para merecer isto?
Quanto aos restantes, bom a coisa é mais ou menos o mesmo.
Catroga, Teixeira Pinto, Rocha Vieira, são todos pertença do mesmo. Dos partidos que nos conduziram a esta stuação!

Paulo Amaral