segunda-feira, 14 de maio de 2018

As embaixadas em Jerusalém

Este tipo de situações só ajudam a criar mais mal estar entre as populações daquela zona do globo.
O facto de os EUA, melhor, o Trump ter de forma unilateral decidido que a embaixada dos EUA passaria a ter a sua base em Jerusalém não deve deixar ninguém despreocupado.
Tanta "urgência" em mudar a embaixada dos EUA, tantos pedidos para que todos os países seguissem os passos dos americanos no mesmo intuito, aliás apenas seguidos pelos apaniguados de ambos os países só poderiam criar mais mortes e insegurança num local já tanto necessitado de paz.
E, além disso, a desproporção de meios existentes entre o exército israelita e os Palestinianos, leva a que neste momento, segundo as informações constantes na internet, é que já morreram 41 palestinianos e mais de mil feridos...
É isto que está subjacente na decisão dos EUA através do presidente Trump e no apoio do "nazi" Netanyahu, em mudar a embaixada para Jerusalém.

Paulo Sopinha de Amaral

domingo, 11 de março de 2018

O poder de mudar.


Ontem, num jantar de amigos, falámos sobre variadíssimas questões, entre elas a forma de participação cívica ativa na nossa sociedade.
Disse um dos meus amigos, mais ou menos isto: "Isto parece um pouco uma empresa com acionistas, quando chega a altura de votar nas assembleias gerais, todos votam igual."
Não concordando na totalidade com este meu amigo, mas sou levado a acreditar que grande parte da sociedade portuguesa tem este estigma.
Mas por outro lado, e disse-o nessa agradável conversa, os acionistas podem sempre alterar o seu sentido de voto nas assembleias.
E transpus aquela ideia para o poder do voto nas eleições…
Considerando que a empresa é o nosso país,
Considerando que os acionistas é o Povo,
Então, poderei afirmar que os acionistas podem, com o seu poder de votar nas assembleias gerais, que mais não são do que as eleições, alterar o estado de coisas em que se encontra a empresa.
E aqui reside toda a questão.
Então se numa assembleia de acionistas, existe o poder de alterar o que não está a correr bem para obter os lucros almejados pelos acionistas e alterar a composição do conselho de administração dessa empresa, porque razão esse poder não pode ser transposto para as eleições, para mudarmos o governo que nos "enganou" e não fez o que tinha prometido em campanha eleitoral?
Porque razão têm sido sempre os mesmos a (des)governar-nos, e nunca demos oportunidade a outros, que nunca por lá passaram?
Porque razão se afirma de forma apodítica, que "são todos iguais", mas a alguns nunca se deu a oportunidade de provar o contrário?
Amigos, esta é uma luta que muita e muita gente tem vindo a travar por forma a que se consiga dar um outro rumo à nossa "empresa".
Ao nosso PAÍS!
Temos o poder, assim como os acionistas de uma qualquer empresa, de podermos alterar o rumo das coisas.
Não podemos é cair no mesmo erro de alguns de deixar andar…
Não podemos permitir que, por qualquer ineficiência nossa, deixemos cair a nossa Pátria em mãos que apenas perseguem o seu bem estar, descuidando os seus, maioritários, concidadãos.

Acordai, Povo, Acordai!

Paulo Sopinha de Amaral

 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Mais um massacre!

Ao ouvir as noticias sobre o massacre de ontem nos EUA em que morreram 17 pessoas, mais um, em que o autor foi um jovem de 19 anos que aos 18 conseguiu comprar, legalmente, uma arma semiautomática.
E o que as noticias dizem é que a criatura tinha sido aluno daquela escola e que por "vingança", tinha sido expulso da escola, desatou aos tiros e matou 17 pessoas.
E o que disse o presidente da nação a quem chamam a maior democracia do mundo?
Nada!
Apenas falou que era necessário seguir as pessoas com "distúrbios mentais"...
Esquecendo que, o lobby que o levou à presidência, a ele e a muitos outros como o Obama, são quem mais manda naquele país que mais presidentes "burros" fabricou.
Se este ataque, como todos os outros antes, tivessem acontecido noutro país, como por exemplo no Irão, seria motivo mais do que suficiente para uma invasão, em nome da PAZ...

Acordai, POVO, Acordai!!!

Paulo Sopinha de Amaral

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A Taxa

Foi, finalmente, declarada inconstitucional a Taxa Municipal da Proteção Civil que a CML andou a cobrar aos Lisboetas proprietários durante 3 anos.
Esta questão levanta outras questões.
Primeira:
Foi, indevidamente referido, que esta taxa veio substituir a taxa de conservação de esgotos. Mentira!
A taxa de conservação de esgotos foi incluída, sub-repticiamente, na fatura da água. Ou seja, em vez de uma taxa passámos a pagar duas. Uma para a proteção civil e outra para a conservação dos esgotos, seja lá isso o que for...
Segunda:
A agora inconstitucional taxa da proteção civil, deverá ser, apenas e só, suportada pela Câmaras Municipais e não pelos cidadãos.
É de uma desfaçatez tremenda que o presidente da CML venha dizer "Vamos abrir um balcão de atendimento já no mês de janeiro, com um site próprio para ser feito esse pedido de devolução...". Ora, quando foi para cobrar a taxa os serviços da CML souberam onde eu morava para me enviarem as notas de cobrança, mas agora como é para devolverem esses valores vão colocar o ónus do pedido de devolução nos cidadãos de modo a que alguns, os mais incautos, não exijam a devolução para assim o Medina poder, mesmo na inconstitucionalidade, arrecadar mais alguns milhares de euros.
É de lamentar que a Câmara da minha Cidade seja gerida por estas criaturas, que apenas pensam nos elevadores panorâmicos para turista ver.
É de lamentar que este presidente, com "p" pequeno, veja os Lisboetas como um "maná" para arranjar dinheiro, mesmo ilegalmente, para suportar os seus devaneios turísticos.

Acordai Povo, Acordai!

Paulo Sopinha de Amaral

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Lisboa Menina e Moça

Fez ontem 3 anos que Carlos do Carmo recebeu o maior e mais prestigiado prémio da indústria discográfica: o Grammy.
Lembrei-me de um dos maiores sucessos do fadista, que dá nome a este blogue.
Mas também ao recordar a letra desse fado, dei comigo a pensar que nada daquilo que está contido naquele verso, neste momento é verdade.
Uma parte do verso diz, "Em Alfama descanso o olhar...", pressupondo que esse descanso teria a ver com as gentes e as características inerentes a um bairro típico.
"Da luz que meus olhos veem, tão pura...", o verbo deveria ser substituída por viram, pois a pureza da nossa cidade deixou de existir. Essa pureza que o fado de Carlos do Carmo fala, passou a ser os tróleis de viagem a calcorrearem as pedras das ruas dos bairros, deixou de se falar a língua de Camões para invariavelmente sermos obrigados, repito, obrigados a ter que falar inglês ou francês pois os que para cá vêm não se dignam a falar a nossa língua.
"Cidade mulher da minha vida.", assim termina o fado.
Para mim, que nasci e vivo em Lisboa num bairro histórico, esta cidade deixou de ser da minha vida. E não porque eu queira. Porque a isso fui obrigado. Empurrado. Como muitos Lisboetas que foram empurrados para fora da sua cidade por ação e por vezes omissão dos deveres de quem tem o poder de legislar e executar.
Esta cidade, que como escrevi há tempos deixou de ser para Lisboetas, está completamente descaracterizada.
COMPLETAMENTE DESCARACTERIZADA!
Este presidente de câmara, e o anterior que puseram em marcha um programa que delapida o centro histórico de Lisboa, são os principais culpados dessa descaracterização.
Nunca se fez tão mal a Lisboa como nestes dois últimos mandatos!
Todo o comércio que fecha no centro da cidade serve para construir hotéis e alojamentos locais, desvirtuando os usos e costumes de quem cá nasceu e de quem cá mora.

Paulo «sopas» Amaral

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O PS mais o BE

Ainda não se sabendo qual ou quais os pelouros a atribuir ao BE, este aglomerado de partidos põe-se de cócoras perante a maior "fraude" política que alguma vez tomou conta da Cidade de Lisboa.
O PS e o aglomerado de partidos de extrema esquerda estão a um passo de chegar a acordo para que o pantomineiro Medina tenha maioria na CML.
Este protótipo de presidente de câmara, entregou no último mandato e continua pelos vistos neste mandato a entregar a cidade de Lisboa a negócios e negociatas à volta do turismo, olvidando os que aqui nasceram e moram.
Uma cidade projetada por Manuel Salgado que coloca em êxtase o Medina que entre tantas patacoadas exalta a cidade de Lisboa como estando a atravessar um "momento de dinamismo, ânimo, vibração..", esquecendo a criatura que essa cidade que ele tanto exalta é a mesma de onde são excluídos e expulsos os Lisboetas. Aqueles a quem se chama e se apelidam de Alfacinhas.
Esta Cidade que em tempos eu descrevi como a que já não é para os lisboetas, no meu blogue, é uma cidade antiga e magnífica.
Não precisava de um migrante, para vir fazer dela aquilo que nunca foi, não é e, se houver um movimento cívico para acabar com estas negociatas, nunca será: uma cidade neoliberal, uma cidade em que o que interessa não é ela própria nem os seus cidadãos, mas a perspetiva de poder atrair negócios e interesses privados.


Paulo Sopinha de Amaral

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Esta cidade não é para Lisboetas

Ontem quando saí do trabalho para ir para casa, lembrei-me do título do filme "Este País Não É Para Velhos", protagonizado por Tommy Lee Jones, para transportar para o título deste blogue.
Esta Cidade Não É Para Lisboetas.
E não é porquê?
Porque o elétrico 28 já não serve os habitantes da cidade, apenas transporta turistas, tipo lata de sardinha. Ainda estou para perceber o que é que aquelas criaturas veem quando andam no elétrico apinhado, em pé e sujeitas a serem roubadas...
...porque o comércio tradicional acabou, dando lugar a lojas de paquistaneses, indianos, chineses...
...e a hotéis...
...porque os habitantes são despejados para darem lugar a alojamento local e hostels...
...porque não se consegue andar pelas ruas do centro de Lisboa, sem sermos "arrastados" por magotes de turistas...
...porque já não acordamos de manhã a ouvir a Ti Glória a chamar os cães e a dar os bons dias às vizinhas, mas sim com o barulho ensurdecedor dos tróleis de viagem puxados por turistas com pressa para apanhar o avião, no empedrado das nossas ruas...
...porque não conseguimos circular com os nossos carros nas nossas ruas sem sermos importunados pelos tuk-tuk's que param em todo o lado, mesmo no meio da rua, para os turistas tirarem fotos dos monumentos...
...porque a câmara alargou os passeios no centro da cidade, não para facilitar a mobilidade dos que cá vivem mas sim para permitir instalar esplanadas criando constrangimento na circulação a pé de muitos de nós...
...porque a câmara e a EMEL permitiram esplanadas nos locais onde era suposto haver lugares de estacionamento, nas zonas de trânsito condicionado, colocando assim mais um entrave a que venham pessoas viver para os bairros históricos...
...porque as juntas de freguesia, não estavam nem estão preparadas para a necessidade de fazerem a limpeza das ruas, após o desmesurado aumento de turistas, e do lixo que estes fazem, nas suas zonas de intervenção.
Tenho reparado que existe em vários locais do centro de Lisboa a frase:
"Massive Tourism = Human Pollution"
É assim que me sinto, a viver num local completamente poluído...
Mas, quando esta febre turística acabar, o que será da minha Cidade?
O que será do meu Bairro de Alfama?
O que se fará, para reabilitar as casas que ficaram vazias com a fuga dos turistas?
O que será dos postos de trabalho que este turismo poluente criou, nomeadamente nos hotéis?

Acordai, Povo, Acordai!

Paulo Sopinha de Amaral

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Precisamos mesmo de todos?

O meu bairro, Alfama, está inundado de cartazes da dupla maravilha do PS, o presidente da câmara e o presidente da junta de freguesia de santa maria maior, ambos recandidatando-se, embora o presidente da câmara seja a primeira vez que vai a votos como cabeça de lista, a dizer que santa maria maior precisa de todos.
E eu pergunto, mas que todos?
São os turistas que nos invadem?
São os próprios, a dupla maravilha?
São aqueles que preferiram não abandonar o bairro e ainda cá moram?
São os que preferiram trocar uma casa nos arredores de Lisboa para vir viver para o centro da cidade?
Sei que a palavra "todos" é um substantivo masculino plural, que significa toda a gente.
Mas será que toda aquela gente que enunciei atrás pode conviver uns com os outros da forma como tem acontecido?
Será que a dupla maravilha não percebe que foram eles os causadores da desertificação das gentes autóctones dos bairros históricos ao permitirem que se corresse com os "de cá" em detrimento dos "de fora"?
Será que queremos votar naqueles que, apenas a pensar no aspeto económico, têm degradado as condições de vida dos que habitam no centro de Lisboa?
Não eu não quero!
E considero que Santa Maria Maior não precisa de facto de toda aquela gente!

Acordai, Povo, Acordai!

Paulo Sopinha de Amaral