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sábado, 12 de fevereiro de 2011

O oportunismo do BE

Estes senhores do BE são de facto aquele tipo de pessoas que denigrem a imagem, cada vez mais negativa, dos políticos Portugueses.
Ainda há uma semana, o omnisciente Louçã disse, acerca da ponderação que o PCP estaria a fazer para apresentar uma moção, que não era boa altura para se apresentar uma moção de censura ao governo e que não contassem com o seu partido para tirar o PS do governo e colocar lá a direita.
Numa semana, a criatura mudou radicalmente de posição. Como radicalmente tem andado a fazer política.
Louçã tem colado sistematicamente às iniciativas do PCP, para assim poder tirar valor às posições que o PCP toma e define, pois com o apoio dos órgãos de comunicação social que o BE tem, o que passa para a opinião pública é que é este aglomerado de ex-militantes de vários pequenos partidos que tem a iniciativa de muitas medidas que o PCP preconiza e leva a efeito, mas sem as luzes da ribalta que o BE desfruta.
Como é possível o povo Português ir em cantigas? Como é que os Portugueses entendem que este "líder" político depois de ter andado dois meses de braço dado com o PS no apoio ao Manuel Alegre, venha agora dizer que pretende apresentar uma moção de censura ao mesmo PS? Então apoiando o mesmo candidato a PR, o Bloco e o PS não têm a mesma ideia para Portugal? As ideias que estão a ser seguidas há 6 anos por este governo?
E quer o Louçã mandar areia para os olhos dos mais incautos.
Para os meus não, pois a mim ele nunca me enganou.
Oportunista, hipócrita, sem ideias definidas do que pretende para o País.

Paulo «sopas» Amaral

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Que raio!

Que moralidade existe nestes governantes?
Que coragem é que um primeiro-ministro tem quando retira à maioria das famílias o abono de família, até às que menos auferem, e depois se diz incapaz de impedir que um representante da República como é o Presidente do Governo Regional dos Açores, não cumpra uma lei da mesma República?
Será isto o governo e as políticas que precisamos?
Será isto um PM com capacidade para governar Portugal e os Portugueses?
NÃO! Nem este PM nem estas políticas são as necessárias para que possamos evoluir e aumentar a nossa produtividade!
Com governantes deste calibre, que olvidam o sector produtivo do nosso País, não iremos a lado nenhum.
Por isto, penso que apenas um partido poderá ajudar Portugal a sair deste marasmo em que nos encontramos.
Um partido coerente com os seus valores e princípios. Um partido que tenha como valor principal a defesa dos trabalhadores, e que não olvide os nossos agricultores, pescadores e industriais como têm sido esquecidos ao longo de 30 anos.
Um partido que coloque os interesses nacionais acima dos interesses da UE e dos seus seguidores que apenas olham para o seu umbigo e esquecem os outros Países.
Um partido que tenha em vista apenas um considerando: que Portugal produza, como já produziu, que os agricultores voltem a ter terras para cultivarem, que os pescadores voltem a ter barcos de pesca para irem ao mar e que os pequenos e médios industriais possam ter meios para fazer o que melhor sabem e querem!
Vamos dar uma oportunidade a um partido que sempre defendeu os valores de Abril, que sempre defendeu e lutou pelos que menos têm e podem!
Esse partido é o Partido Comunista Português!

Paulo «sopas» Amaral

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Eu estive lá!

Eu estive no comício que o PCP realizou ontem na Voz do Operário.
Eu vi e ouvi. Vi um salão cheio de homens e mulheres com ganas para dar a volta a esta situação, e ouvi o Secretário-geral do PCP desfiar um rol de medidas para que os Portugueses possam viver melhor, para a defesa dos postos de trabalho, para emprego com direitos, para se irradiar de vez com a precariedade no mercado do trabalho, para combater verdadeiramente o desemprego, enfim para que possamos viver numa sociedade mais justa, sem a exploração do homem pelo homem, ou seja, sem capitalismo esse sistema cego que não olha a meios para obter os seus fins e que cria crises sistémicas e que depois de resolvidas com o esforço e empenho dos mesmos de sempre, os trabalhadores, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres.
Eu vi homens e mulheres que enchendo o salão da Voz do Operário, muitos deles estavam fora do salão ouvindo apenas o discurso de Jerónimo de Sousa, dizia, homens e mulheres que após um dia de trabalho se deslocaram ao comício com o fervor que os comunistas demonstram e com a vontade de ajudarem a construir um mundo melhor.
Eu ouvi aqueles homens e mulheres cantarem o "Avante Camarada" com todas as suas forças querendo demonstrar a todo o Portugal que é com esta força que conseguiremos mudar para uma vida melhor.
Ouvi cantarem o Hino Nacional como «mandam as regras» com amor pela pátria, esta que acolhe uns quantos nababos que apenas se aproveitam da força do trabalho de outros para enriquecerem.
Eu vi e ouvi!
E o que eu vi e o que ouvi deu-me mais força para me empenhar nas lutas necessárias para que esta geração e as vindouras possam viver num mundo mais igual.
Eu estive lá!
Avante por um mundo melhor.

Paulo «sopas» Amaral

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Orçamento do Estado

Estive ontem a ver um fórum acerca do OE para 2010. A meio do fórum, apareceu a líder do PSD a dizer que em nome da estabilidade e do interesse nacional e da defesa das gerações futuras (?) Manuela Ferreira Leite iria propor ao grupo parlamentar do PSD (então MFL também não faz parte desse grupo?) que se abstivesse na votação do OE, permitindo assim a viabilização do documento. Resta saber se a abstenção do PSD é construtiva, destrutiva ou de trazer água no bico.
Bom o que me apraz registar da declaração de MFL é os termos que agora tanto estão em voga. Estabilidade, interesse nacional e defesa das gerações futuras. Da geração actual que tenha algum futuro, conforme as coisas estão, duvido que alguém lá consiga chegar. Quanto à estabilidade é mais uma das mistificações que alguns dos nossos políticos andam a divulgar para safarem os seus lugares.
Quanto às negociações para a viabilização do OE penso que foram tudo menos isso. Foram amenas conversas, em que alguns dos intervenientes como já não se viam a algum tempo aproveitaram para por a conversa em dia, pois segundo a imprensa do fim de semana, o CDS muito antes de se dar início às negociações já tinha decidido pela viabilização do OE.
Quanto ao PSD, as negociações serviram para alguns barões virem mais uma vez dizer mal da líder, e para outros se mostrarem nas grandes salas do poder. Veja-se o caso de António Borges.
O PS, depois de se vitimizar na AR dizendo por diversas vezes que quem tinha que governar era quem tinha ganho as eleições, neste caso limitou-se a fazer o que antes tinha dito que não fazia. Colocar no OE reivindicações (?) dos outros partidos da direita.
E este é de facto um OE virado à direita!
Nas privatizações, uma das bandeiras das políticas de direita, este OE irá continuar a alienar os nossos já parcos recursos, pondo em causa a nossa soberania e agora sim, as gerações futuras.
Quanto aos impostos, segundo o que se sabe e que é pouco, não irá haver aumento dos impostos, mas já há cinco anos também essa era uma das bandeiras do PS e depois foi o que se viu. Sou de acordo que se aumente os impostos mas para a banca pois os lucros astronómicos que têm apenas pagam uma ínfima parte de imposto, e para as grandes empresas que podem pagar um pouco mais de impostos, pois quando se fala em sacrifícios, esses são sempre para os trabalhadores. Como no caso da banca, que defendo um aumento do IRC, também as mais-valias bolsistas deveriam pagar IRC, pois não se compreende que quem viva da especulação bolsista, sem nada produzir ganha milhões e não pague impostos como quem trabalha.
Assim, era provável que aparecessem as verbas necessárias para o desenvolvimento do País e para uma política económica e fiscal mais justa.
Uma última nota.
Enquanto que o PSD e o CDS andaram aos ziguezagues nesta questão do OE no que diz respeito à coerência de princípios e valores vindo agora dizer que é pelo interesse nacional que viabilizarão o OE, o PCP manteve a coerência, os valores e os princípios sempre em nome dos trabalhadores e das pequenas e médias empresas, que são de facto quem tem mais a perder com a continuação desta política que vem sendo seguida há mais de trinta anos.

Paulo «sopas»Amaral

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A "comunicação social"

Tenho o hábito há muitos anos a esta parte de ler jornais.

O meu respeito pelos profissionais da comunicação social, nomeadamente a escrita, é enorme e tenho a certeza que são profissionais exemplares e dedicados.

No entanto como em todas as áreas, existem os bons e os maus profissionais.

A comunicação social em geral tem vindo, nestes últimos anos, a bipolarizar a vida política nacional. Por falta de vontade ou até por conveniência, tem-se verificado que iniciativas de alguns partidos não são divulgadas ou se o são acontecem quase no fim dos telejornais ou em notícia de última página num dos cantos.

Isto para referir que as iniciativas do PCP e da CDU têm sido sistematicamente ignoradas ou pouco difundidas quer nos jornais quer nas televisões. Quanto a estas, quero referir que no caso dos canais privados isso até nem é muito importante pois existem objectivos concretos que são o de defenderem os seus patrões e os interesses destes.

Agora quanto à televisão pública (?), é um assunto que deveria merecer da parte da ERC uma maior atenção. Na RTP, os responsáveis do PCP e da CDU são silenciados e as iniciativas que o PCP e a CDU levam a cabo são omitidas.

Lembro-me de um programa do Prós e Contras em que se debatia a esquerda na política nacional e nenhum responsável do PCP foi convidado. Paradigmático!

Recentemente o PCP levou a cabo uma conferência onde estiveram vários convidados, com o tema "Uma política externa de cooperação e de paz, ao serviço do povo e do País. A solidariedade é a nossa força!", e esta iniciativa foi completamente ignorada pela comunicação social toda. Nem televisão nem jornais, divulgaram esta iniciativa que como não alinha com as ideias do PS nem do PSD não interessaria ser divulgada. Destoa sobretudo dos pensamentos dogmáticos e da visão retrógrada e imobilista da maioria das políticas que nos governam e têm governado nestes últimos 34 anos, e que nos levaram à crise do capitalismo que tem obrigado os trabalhadores a tantas dificuldades, a perderem os seus empregos e a terem salários em atraso e precariedade no trabalho.

Por isto, o silenciamento de que o PCP e a CDU têm sido alvo é uma mais valia para o PS e o PSD que nos têm governado e para as políticas que têm sido seguidas por estes políticos neoliberais.

Ao contrário, tudo o que diga respeito ao Bloco de Esquerda (BE) é amplamente divulgado e difundido.

Só encontro semelhanças à divulgação das ideias que os responsáveis do BE têm na comunicação social com aquelas que o PS e PSD beneficiam.

O BE está todos os dias nos jornais e nos espaços noticiosos das televisões, todas as privadas e a RTP. Tudo o que os seus responsáveis dizem, tudo o que pensam, o que vão efectuar o que poderão fazer, até o que não fazem mas poderão fazer é tema de notícia.

Se de facto o BE dissesse e fizesse algo diferente das políticas seguidas pelo PS, certamente não teria a cobertura jornalística que tem.

Por aqui se pode constactar qual a força política que de facto faz frente a este PS e a estas políticas que têm sido seguidas. O PCP e a CDU!



Paulo «sopas» Amaral

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eu não disse...

Escrevi esta manhã no Expresso on-line, que a notícia acerca da reflexão que a senhora estava a fazer era apenas para atirar areia para os olhos dos Lisboetas.
E acertei. Só não acerto no euromilhões!
Palavras para quê?
É uma artista portuguesa, que já foi do PSD, próxima do PS, de um movimento qualquer e agora volta que estás perdoada daquilo que disseste, e integras a lista do Costa.
São estas tomadas de atitude que denigrem a classe política.
Ou melhor, ALGUMA CLASSE POLÍTICA.
Como disse esta manhã, vergonha é precisa!!!
Não votarei no Santana, mas o que ele disse ontem na RTP tem uma certa lógica.
O que o António Costa está a fazer é uma demonstração de fraqueza e medo, a palavra certa é mesmo medo, em relação à candidatura do Santana.
Não é por acaso que o PCP não quis alianças com o Costa. Era uma verdadeira aliança de esquerda, isto se o PS estivesse imbuído das políticas de esquerda o que não é o caso, e assim por muito que digam não irá existir uma convergência de esquerda nas candidaturas à CML.
Para pena de muitos lisboetas!
Quisesse o PS fazer outras políticas, de verdadeira esquerda, e aí teríamos o PCP coligado com o PS para que a candidatura de direita não vencesse a CML.
Assim, e como dizia o Guterres, é a vida...