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sábado, 12 de fevereiro de 2011

O oportunismo do BE

Estes senhores do BE são de facto aquele tipo de pessoas que denigrem a imagem, cada vez mais negativa, dos políticos Portugueses.
Ainda há uma semana, o omnisciente Louçã disse, acerca da ponderação que o PCP estaria a fazer para apresentar uma moção, que não era boa altura para se apresentar uma moção de censura ao governo e que não contassem com o seu partido para tirar o PS do governo e colocar lá a direita.
Numa semana, a criatura mudou radicalmente de posição. Como radicalmente tem andado a fazer política.
Louçã tem colado sistematicamente às iniciativas do PCP, para assim poder tirar valor às posições que o PCP toma e define, pois com o apoio dos órgãos de comunicação social que o BE tem, o que passa para a opinião pública é que é este aglomerado de ex-militantes de vários pequenos partidos que tem a iniciativa de muitas medidas que o PCP preconiza e leva a efeito, mas sem as luzes da ribalta que o BE desfruta.
Como é possível o povo Português ir em cantigas? Como é que os Portugueses entendem que este "líder" político depois de ter andado dois meses de braço dado com o PS no apoio ao Manuel Alegre, venha agora dizer que pretende apresentar uma moção de censura ao mesmo PS? Então apoiando o mesmo candidato a PR, o Bloco e o PS não têm a mesma ideia para Portugal? As ideias que estão a ser seguidas há 6 anos por este governo?
E quer o Louçã mandar areia para os olhos dos mais incautos.
Para os meus não, pois a mim ele nunca me enganou.
Oportunista, hipócrita, sem ideias definidas do que pretende para o País.

Paulo «sopas» Amaral

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Manuel Alegre e o BE

O candidato do BE e do PS, Manuel Alegre, vem afirmando variadíssimas vezes que é necessário que o Orçamento de Estado (OE) para 2011 seja aprovado.
Ao afirmar isto, Manuel Alegre está a subscrever todas as medidas consagradas nesse documento onde se contam os ataques aos trabalhadores e ao Povo Português.
Ao assumir tamanho desiderato, o candidato a PR assume a defesa dos interesses do capital e dos nababos seus representantes. Ao mesmo tempo assume que as medidas que irão ser tomadas continuem a aprofundar a injustiça social que vem assolando o Povo português.
Agora, deixem-me questionar este paradoxo, mais um, da nossa política.
Como é possível que um partido chamado, da "esquerda moderna" consegue ao mesmo tempo estar com Deus e com o Diabo, no mesmo momento que apoia um candidato a PR que dá o seu "ámen" a este OE, afirma peremptoriamente que votará contra o mesmo Orçamento?
Se isto não é hipocrisia, se isto não são as medidas e as resoluções que um "partido" pode tomar e que descridibilizam completamente a classe política, então não sei o que será!

Paulo «sopas» Amaral

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O resultado das eleições legislativas IV (BE)

O BE duplicou o número de deputados e aumentou cerca de 200 mil votos o seu resultado eleitoral. Verdade.
Contudo, e levando em conta o que os dirigentes, perdão, Francisco Louçã o omnisciente, disseram na campanha eleitoral em que pretendiam ser a 3ª força partidária e com isso sujeitar o PS a coligar-se com ele, esta eleição não correu bem. Até porque o número de deputados do BE em conjunto com os do PS não chegam para a maioria parlamentar que tanto Louçã desejava, embora dissesse que não.
No que respeita à noite eleitoral do BE, o que retive foi a prepotência e falta de humildade dos seus dirigentes.
Trinta minutos após as primeiras projecções já um eminente dirigente do BE, um ex qualquer coisa, anunciava que o BE e passo a citar "mais que dobraria o número de deputados".
Falta de modéstia fica mal a qualquer um e em qualquer circunstância, mas mais mal fica quando repetidamente caímos nela, que tem sido o caso dos responsáveis do BE.
Num partido recém formado, partido na verdadeira acepção da palavra pois ideologicamente o BE é uma amálgama de ideologias, por isso na maior parte dos casos apenas o omnisciente Louçã discursa e onde esconderam dois fundadores, um deles o Major Mário Tomé ex-UDP, dos comícios e das sessões do BE sabe-se lá porquê, num partido recém formado dizia eu, fica sempre bem um pouco mais de humildade. Ainda para mais num agrupamento de pessoas que se dizem de "esquerda moderna", só comparável à "esquerda possível" que o também ex-qualquer coisa Manuel Alegre preconizou num comício do PS.
Quanto ao BE, espero ter tempo e paciência para escrever mais umas coisas.

Paulo «sopas» Amaral