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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Serviço Nacional de Saúde

Afinal, o meu spot de 31 de Agosto acerca do conceito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que o primeiro ministro tem, acertou em cheio.
Não sou como um político que todos conhecemos que afirmou em tempos que raramente se engana e nunca tem dúvidas, mas neste caso não me enganei.
Uma medida deste governo que não foi divulgada pela comunicação social, que estranhamente neste tipo de acontecimentos limita-se a omiti-las entregou ao grupo Mellos o grupo privado que tem tomado conta da saúde em Portugal, este governo entregou, dizia eu, o Hospital Central de Braga a esse grupo económico, deixando esse hospital de ser uma unidade do SNS passando a ser um hospital privado.
Ora, o que posso constatar deste anúncio-medida é que esta situação irá ter consequências profundas na prestação dos cuidados de saúde das populações que eram servidas por aquela unidade hospitalar no âmbito do SNS e que agora terão mais dificuldade em aceder à saúde e que esta lhes sairá mais cara.
Reitero a minha revolta: que estranho conceito de SNS, tem este primeiro ministro e este governo!

Paulo «sopas» Amaral

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Serviço Nacional de Saúde

Estranho conceito de Serviço Nacional de Saúde (SNS) que este governo tem.
O primeiro ministro (PM), já em pré-campanha, anuncia em outdoors colocados em vários pontos do País que o SNS está a funcionar em prol dos mais desfavorecidos e que caso eleito, de novo, irá melhorar ainda mais o dito serviço, sempre em prol dos mais desfavorecidos.
Ora, fiquei este fim de semana a saber através das notícias, que em Elvas já nasceram 650, seiscentos e cinquenta, bebés em maternidade de Badajoz, desde o encerramento da maternidade que havia em Elvas, ou seja há cerca de três anos.
Assim, ficámos a saber que o conceito de SNS do PM é encerrar maternidades para que as contribuintes portuguesas tenham os seus filhos na vizinha Espanha.
Outra vertente desse conceito, consiste em encerrar hospitais públicos e permitir a abertura de hospitais privados na mesma localidade, como aconteceu em Trás-os-Montes, onerando ainda mais os cuidados de saúde a que qualquer cidadão Português tem direito, colocando nas mãos dos mesmos de sempre, os grandes grupos económicos o serviço público que deveria ser o Estado a cumprir.
Palavras para quê, é um engenheiro português...

Paulo «sopas» Amaral