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sábado, 15 de maio de 2010

Inevitabilidades.

O povo português, tudo com letra pequena, é sui generis.
Temos os Portugueses que trabalham, aqueles que não contribuíram em nada para a crise que estamos a atravessar e temos os outros, aqueles que se servem do Estado que contribuem, e de que maneira!, para este estado de coisas e que passam pelas situações como se nada fosse com eles.
A semana que acaba foi paradigmática.
Tivemos o fim do campeonato com o benfica campeão, tivemos a presença do Papa durante quatro dias a encher os canais televisivos à exaustão e apenas nos ficou a faltar um «festival de Fado» para que tudo se parecesse com o antes do 25 de Abril de 1974. Fado, Futebol e Fátima. Benza-nos sua santidade o Papa!
No meio disto tudo, o nosso primeiro ministro, nosso salvo seja, já que tivemos cá o Papa posso dizer isto, o nosso PM dizia eu, anunciou um pacote de medidas que visam sobretudo os trabalhadores e os pensionistas, que irão agravar ainda mais as condições de vida destes portugueses.
E, como estávamos em clima de «festa», parece que ninguém se importou com isto!
Aliás, o engenheiro (?) Sócrates é especialista em criar estes faits divers para que as pessoas não reparem muito bem nas «malandrices» que ele vai fazendo.
E as «malandrices» são o aumento do IVA em todas as taxas, o aumento do IRS em 1% para os escalões mais baixos e vamos aguardar para o que aí virá a seguir.
A isto, os comentadores de serviço nada disseram! Já estamos habituados.
Acho que os Portugueses devem pensar seriamente nisto.
O líder do PSD veio pedir desculpa. Desculpa devemos pedir nós por ter tão fracos políticos na nossa praça. O senhor Pedro pede desculpa de quê?
De ser incompetente?
De não ser coerente?
De ser um fraco político?
De não ter capacidade para se distanciar das políticas seguidas pelo PS?
Se ele pediu desculpa por isto, é melhor arrumar as botas e ir já para casa!
Se não foi por isto que acabei de elencar então pode arrumar as botas e ir-se embora, também!
O Povo Português, e agora é tudo com letra grande, começa a estar farto destes «políticos» de algibeira que hoje dizem uma coisa e amanhã dizem outra completamente diferente!
Até o omnipresente Louçã num dos últimos debates na AR onde se estava a tratar do espúrio empréstimo à Grécia, que tem por hábito estar sentado na primeira fila da sua bancada parlamentar, nesse dia do referido debate estava sentado na segunda fila e acerca de um tema tão delicado nem palavra botou no Parlamento.
É caso para dizer que estão bem uns para os outros! Sendo os «uns» o PS e o PSD e os «outros» o CDS e o BE!
O que de facto é necessário, é uma ruptura total e completa com esta política e seguirmos uma política de verdadeira esquerda onde os trabalhadores e os pensionistas sejam de facto os beneficiários dessa mesma política!
Para a LUTA!

Paulo «sopas» Amaral

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Deveres de um Partido Político

"A atitude de um Partido Político em relação aos seus próprios erros é um dos mais importantes índices da seriedade do Partido e de como ele cumpre realmente na prática os seus deveres para com a sua classe e para com as massas trabalhadoras. Reconhecer um erro abertamente, descobrir as suas razões, analisar as condições que lhe deram origem, estudar atentamente os meios para os corrigir, estas são as marcas de um Partido sério."
Quem tal afirmou foi Lénine, na sua obra «A doença Infantil do Comunismo».
Este ensinamento tem sido seguido pelo PCP desde a reorganização do PCP de 1941-1942, e não tem seguidores em mais nenhuma força política no nosso País.
É ver o que tem sucedido desde o 25 de Abril e verifica-se que o oposto desta tese é que tem sido utilizado vezes sem conta na vida política nacional, ajudando a descredibilizar cada vez mais uma classe já de si tão mal vista.
O Partido Político que não perceba que só através da autocrítica, que não tema os seus próprios erros e as deficiências inerentes à prática política, não se torna digno da confiança da classe operária, das massas trabalhadoras e do povo no seu geral.
Os Comunistas devem saber que os seus inimigos não deixarão de sobrevalorizar os erros do Partido contra o próprio Partido e por isto, deverão
"continuar, a despeito disso, o seu trabalho de autocrítica e a exposição franca das suas próprias faltas!", In Lénine, «Um Passo Adiante, Dois Passos à Retaguarda."
Paulo «sopas» Amaral