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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sondagens...

Acho alguma piada às sondagens.
Depois do descalabro das sondagens para o Parlamento Europeu, em que nenhuma das empresas de sondagens acertou nos resultados, havendo apenas uma que se aproximou do resultado final, este fim-de-semana fomos "bombardeados" com uma sondagem da Marktest para a TSF e Diário e Semanário Económico em que dava a vitória do António Costa para a CML.
Acho irrelevante, nesta altura, saber se o António Costa ganha ao Santana Lopes ou se este ganha ao actual Presidente, se o BE fica em terceiro ou o PCP fica à frente do BE, etc.
Tenho uma teoria em relação a sondagens fora do tempo, como é o caso desta.
Quando alguma coisa corre mal ao partido do Governo, seja ele qual for, lá aparece um ou mais órgãos de comunicação social a solicitarem sondagens a empresas conotadas com este ou aquele partido para amenizarem os estragos que eventualmente possam a estar a ser causados por um ou outro problemazinho na sociedade e que afecta o partido do Governo.
Se não me engano, a Marktest foi a empresa que deu sempre a vitória ao PS nas últimas eleições, nas várias sondagens que efectuou.
Agora, e no meio de uma tempestade para o partido do Governo vem com uma sondagem, parece-me que encomendada, a reforçar a posição do candidato do PS nas eleições autárquicas que apenas terão lugar daqui a mais de um mês.
Será que atrás deste pretenso resultado eleitoral para a CML, se pretenderá influir o povo português para a eleição que se segue daqui a vinte dias, que é para a Assembleia da República?
Dá que pensar!
Por isto, e pelo que referi em relação aos resultados das últimas eleições sou levado a concluir que virão aí muitas sondagens a la carte, para conseguir colocar no poder quem as administrações dessas empresas preferem.
Haverá sondagens para todos os gostos, mas uma coisa é garantida. O resultado eleitoral dos partidos advém da vontade do povo, de como o povo vota e não é com números de inquéritos feitos não se sabe como nem a quem, que haverá um partido a governar os destinos de Portugal nos próximos anos.
Por tudo isto sugiro que estejamos atentos e verificaremos que irão existir sondagens praticamente todos os dias sempre com os mesmos objectivos. Deitar abaixo uns partidos e colocar nos píncaros quem mais interessa às administrações dessas empresas.

Paulo «sopas» Amaral

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ano de eleições

Nos últimos dias tem sido posto a circular nos meios de comunicação social a ideia de que não vale a pena falar do passado, vamos mas é falar do futuro.
Quem tal afirma demonstra bem da consciência que têm do mal que fizeram ao povo português nos últimos anos.
Indicia, também, do pensamento que fazem da inteligência do povo português.
Quem tal coisa diz faz dos portugueses um povo atrasado, sem inteligência fazendo lembrar outros tempos e outros políticos.
Mas quem tal diz, são os mesmos que acharam por bem não referendar o Tratado de Lisboa por acharem que os Portugueses não sabiam ler o que lá estava escrito e acharem uma maçada colocar os Portugueses a estudar tal calhamaço.
Por isto, é bom lembrar que o passado existiu, que estes socialistas fizeram ao povo e aos trabalhadores portugueses as malfeitorias que todos conhecemos e se é bom falar do futuro, isso não nos pode nem deve impedir de falar e pensar o passado!
Na altura de votar, temos que saber o que pretendemos para o nosso futuro, um futuro com confiança, onde as desigualdades não existam, onde todos possamos trabalhar com direitos e salários condignos, e onde tenhamos trabalho assegurado para uma vida condigna e segura e, por outro lado, não podemos olvidar o passado e as malfeitorias que estes pretensos governantes de esquerda nos fizeram emprego sem direitos, a entrada em vigor do Código do Trabalho onde se acentuam a precariedade e a insegurança, o avolumar do número de desempregados quando o que tinha sido prometido era o inverso, ou seja a criação de 150 mil novos postos de trabalho, os despedimentos sem vergonha por parte de quem despedia, etc.
Assim, devemos todos mudar, mudar para uma real política de esquerda, uma política que nos assegure o emprego, que nos dê um verdadeiro Serviço Nacional de Saúde e que coloque ao serviço do povo e dos trabalhadores as mais valias criadas pelas empresas que fornecem serviços públicos.

Paulo «sopas» Amaral